Quantas vezes paramos para pensar no nosso passado? Nos locais que visitamos, nas pessoas que conhecemos (mas que deixaram de fazer parte da nossa vida), nos momentos que vivemos, nas sensações que sentimos, nos sonhos que tivemos, nos objectivos que traçamos… Raramente.
Apenas paramos para reflectir (e nos deixamos levar pelo sentimento de nostalgia) quando nos deparamos com obstáculos. Algo que nos obrigue a parar e a reflectir sobre o modo como conduzimos a nossa vida.
Mas porquê? Porque é que não damos valor às coisas senão quando as perdemos? Tendemos a tomar tudo como certo. Raramente paramos para reflectir sobre o que é realmente importante para nós e lutamos que permaneçam. Temos consciência de que devemos valorizar tudo aquilo que dá sentido à nossa vida. Mas nunca o fazemos. E depois damos por nós a chorar a sua perda, a lamentar a nossa triste sina.
Sendo animais racionais (é isso que nos distingue de todos os outros seres vivos) deveríamos agir de forma mais consciente. Mas raramente o fazemos. Deixamo-nos muitas vezes levar pela emoção do momento. Agimos instintivamente, sem pensar que os nossos actos poder destruir o que está à nossa volta. Ferir aqueles que mais amamos.
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