Transtorno Bipolar: distúrbio do foro psiquiátrico caracterizado por uma acentuada oscilação do humor, com crises repentinas de depressão e euforia. Ambas podem predominar numa mesma pessoa, sendo a sua frequência bastante variável.
Imaginem o que é viver numa inconstância de humores. Oscilar entre a excitação e a profunda tristeza e desespero, com todas as repercussões que isso traz a nível das sensações, emoções e comportamento. Passar de uma fase em que se está mais alegre, sociável, activo, falador, auto-confiante e criativo, para uma uma bem diferente em que se vive obcecado com pensamentos negativos, sentimentos de inutilidade e de culpa excessiva, não se consegue dormir (apesar do extremo cansaço) e se sente um desespero tal que só o recurso a medicamentos consegue trazer algum alívio. Se perde a noção da realidade e se debate com ideiais estranhas (delírios). Se sente uma angústia que não raras vezes conduz a tentativas de suicídio… Ou se vive num misto de todos estes sentimentos sem saber quando será restituída a normalidade. Pode-se estar em fase maníaca ou depressiva durante alguns dias ou vários meses. E os períodos de estabilidade entre as crises podem durar dias, meses ou anos.
Adaptar-se a esta (dura) realidade que resulta numa perda de qualidade de vida, com uma degradação do estado de saúde e uma redução da autonomia da personalidade, não é tarefa fácil. Requer muita garra e determinação, uma combinação de fármacos (antidepressivos e estabilizadores do humor cuja acção terapêutica diminui bastante a probabilidade de recaídas, tanto das crises de depressão como de «mania») e acompanhamento médico, aliado a uma boa dose de compreensão por parte dos familares.
A doença bipolar afecta aproximadamente um por cento da população mundial. Pode surgir em qualquer altura e tem consequências dramáticas no plano social, familiar e individual…
Devia ser encarada como um problema sério, mas continua servir de justificação para muitos desiquílbrios e excessos no mundo artístico. É a doença da moda das estrelas de Hollywood! Vá-se lá saber porquê…
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Porqu é fácil justificar irresponsabilidades com um suposto transtorno que, na maioria dessas estrelas, não passa de abusos de drogas e álcool. As pessoas normais, como eu, que aprendem a viver com isso sabem que nada justifica certas coisas e, como tal, tentam controlar os sintomas para que isso afecte ao mínimo a sua vida e a dos outros.
[...] Transtorno Bipolar Sobre o transtorno bipolar, sou obrigada a citar este post, pela simplicidade e objectividade com qu…. [...]
“É a doença da moda das estrelas de Hollywood!”????? Foi a doença da moda nos anos 9o e início do Milénio, quando os psiquiatras colocavam tudo no mesmo cesto; a doença da moda, hoje, é a ADHD. Os apizinhos americanos andam todos felizes porque os filhinhos tomam ritalin e prozac. Há quem opte por Elevera
Esse texto está desactualizado…
PS: Uma vez que comentaste o mesmo nos dois blogs, acrescento aqui que as doenças da moda não são exactamente as que os americanos determinam. Há mundo para além dos EUA e não se trata de substâncias consumidas, mas sim de enquadramento de sintomatologia.