A VIDA NÃO TEM QUE SER FÁCIL


Não temos que ter tudo o que queremos, quando queremos e da forma que queremos. Não podemos estar à espera que as outras pessoas ajam de acordo com as nossas vontades e desejos. Não podemos criar expectativas em relação a pessoas ou a acontecimentos. Não podemos viver na passividade, na esperança de que aconteça algo que mude radicalmente a nossa vida, nem de que apareça alguém que nos faça despertar e, como que por um passo de mágica, nos guie para a luz. Não pode ser assim.

Com que direito podemos falar na nossa vida se ela for construída ou vivida em função dos estímulos que recebemos do exterior (das pessoas que nos acompanham e do ambiente que nos rodeia)? Como nos podemos orgulhar do nosso percurso se ele for construído com base no que os outros nos dizem ou na tentativa de não defraudar as expectativas alheias? As pessoas erram! Tomam decisões erradas! Estão muitas vezes no local errado, à hora errada! Têm atitudes completamente irracionais! Conhecem pessoas que não trazem nada de novo ou que as desviam do seu caminho! Mas isso é espantoso! Só assim se aprende a sobreviver neste mundo em que as tentações estão sempre ao virar da esquina. A cada passo que damos corremos o risco de encontrar algo (ou alguém) que vai desviar a nossa atenção. Nos vai fazer questionar tudo e todos, pôr-nos à prova. Tudo em que acreditamos deixa de fazer sentido e o que trazia segurança à nossa vida, de repente, passa a ser o epicentro de uma verdadeira revolução interior. Começamos a sentir uma enorme pressão em cima dos nossos ombros. Ansiamos a paz e iniciamos uma jornada em busca de algo que nos liberte. Sentimos uma necessidade enorme de conhecer novas pessoas, frequentar novos locais, simplesmente quebrar a rotina e partir em busca de novas experiências. Simplesmente “soltar as amarras”!!! É bom que isso aconteça. 

As novas experiências são catárticas. Mostram-nos outras formas de encarar a vida. Abrem-nos (literalmente) os horizontes. Mas devem ser encaradas com alguma moderação. Não podemos passar a vida a refugiar-nos ou a ludibriar-nos com novas experiências sempre que nos deparamos com um problema. Uma coisa é experimentar coisas novas para nos encontrarmos e valorizarmos o que temos. Outra (bem diferente) é vivermos novas experiências para fugirmos aos problemas. Se enveredarmos por este caminho nunca conseguiremos construir nada de positivo, porque nunca chegamos a resolver os nossos problemas. E vamos passar o resto dos nossos dias atormentados por fantasmas do passado. Tudo o que vivermos e sentirmos será “processado” à luz do que vivemos. E isso não é bom!!

Cada momento deve ser vivido com se fosse algo único (porque simplesmente o é). E cada pessoa que se conhece deve ser “desfrutada” com um ser único. Na vida não há repetições. Por vezes temos a sensação de que estamos a reviver algumas coisas. Mas não passa de uma sensação. As pessoas não são as mesmas. As circunstâncias e o contexto não são os mesmos.

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