TODAS AS CARTAS DE AMOR SÃO RIDÍCULAS


«Todas as cartas de amor são Ridículas. 

Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor, como as outras, ridículas.

As cartas de amor, se há amor,  têm de ser ridículas.

Mas, afinal, só as criaturas que nunca escreveram cartas de amor é que são ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia sem dar por isso cartas de amor ridículas.

A verdade é que hoje as minhas memórias  dessas cartas de amor é que são ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas, como os sentimentos esdrúxulos, são naturalmente ridículas)»

 

Quem o diz (e muito bem) é Álvaro de Campos. Uma personagem sábia, com uma linha de reciocínio demasiado evoluída para o seu tempo.

Que solte o primeiro grito de revolta quem nunca perdeu a cabeça ao ponto de escrever uma carta de (des)amor. Pegou numa folha de papel (ou num simples guardanapo porque era a única coisa que tinha à mão para o efeito) para expressar o que lhe vai na alma. Escrever as palavras que nunca teve oportunidade (ou coragem) de dizer em voz alta. Dedicar um poema ou um pequeno texto literário a alguém muito especial. Mesmo que chegue a ser entregue!

Pode parece ridículo… mas sabe bem!

***


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